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quinta-feira, agosto 31, 2006

Figueira da Foz - As "Cheias" de Agosto

Posso não passar muito tempo na Figueira mas, mesmo ao longe, vou acompanhando o que por lá se passa.
Em conversa com amigos e familiares, as opiniões sobre as enchentes de Agosto da Figueira foram unânimes e foi a seguinte.
"Vê-se muita gente na rua e nos restaurantes mas menos que em anos anteriores em que andar pelo Bairro Novo à noite era sufocante"
"Animação nocturna é inexistente"
"Na Gala as filas de transito habituais só são graves ao Fim-de-Semana. Existem, mas não como dantes"
Hoje no Diário de Coimbra vem um artigo interessante que recomendo que leiam aqui. Começa logo com a seguinte frase "o Verão que está prestes a findar foi o mais movimentado de que há memória".
Depois de o ler, fiquei a pensar: Será que existe outra Figueira da Foz? Uma cidade gémea para onde fugiram todos os turistas?
ou a minha memória anda mesmo mal?

O ultimo parágrafo sobre a "Figueira tem tudo e não utiliza nada" é deveras interessante, sendo um assunto que devia ser cuidadosamente analisado pelas Entidades Competentes, nomeadamente a Figueira Grande Turismo.

Comments on "Figueira da Foz - As "Cheias" de Agosto"

 

<Anonymous Mexilhão said ... (3:16 da tarde) : 

O quê: “Na Gala as filas de transito habituais só são graves ao Fim-de-Semana. Existem, mas não como dantes"?!......

Leiam as entrevistas do Presidente da Junta à comunicação social figueirense. Hoje, saiu mais uma na Voz da Figueira.


Freguesia de S. Pedro com o maior movimento de que há memória
A freguesia de S. Pedro está a viver um ano como não há memória, em termos de movimento. O presidente da junta considera que o número elevado de visitantes se deve à criação de diversas infra-estruturas, mas não tem dúvidas que o panorama ainda vai melhorar

A escassos cinco quilómetros da Figueira, na margem esquerda do Mondego, entre o mar e o braço Sul do rio, situa-se a freguesia de S. Pedro, que, segundo o presidente de junta, está este ano a viver um dos melhores verões de que há memória, com um movimento «que bate todos os records». Carlos Simão não tem dúvidas, este é o «corolário do trabalho de muitos anos», e o «maior prémio que podíamos ter tido, o de muitos visitantes e pessoas que aqui vêm passar as suas férias».
Trabalho que passou «pela criação de várias infra-estruturas, como o Parque de Merendas, bem arranjado e com algumas condições, embora ainda precise de alguns melhoramentos, mas também do arranjo das áreas envolventes das praias, que melhoraram muito, da construção do Mercado e de outros investimentos», salienta, visivelmente satisfeito com os “ventos” de progresso que começam a soprar naquela zona, onde a faina do mar ainda é uma das grandes fontes de receita.
No entanto, o autarca continua convicto que, a construção de um «médio hotel nos faz falta e seria muito positivo», embora, salvaguarda, «haja perspectivas de no futuro haver um». Mas para isso, sustenta, «é necessária a revisão do PU (Plano de Urbanização) de S. Pedro, e seria importante que fosse quanto antes, para a freguesia se poder expandir para Sul, e para criação de certos equipamentos, como o escolar». Aliás, refere, «a Carta Educativa aponta para a criação de uma escola secundária, mas não há espaço», por isso «esperamos pela conclusão dessa revisão, que está em curso».
Mas Carlos Simão considera que outra “ajudinha” no desenvolvimento da freguesia será a construção da obra terrestre do Portinho da Gala, que irá criar infra-estruturas para os pescadores, mas também para o turismo, sendo que esta questão poderá ter andamento em breve, uma vez que «já houve despacho do secretário de Estado, mas neste momento está no Ministério das Finanças».
Outro «dado adquirido» que irá contribuir para o crescimento da freguesia é a construção da Nova Ponte dos Arcos, prestes a arrancar pois até já foram «montados os estaleiros». «Vai ser uma realidade que trará muitos benefícios quer para o concelho, quer para a região», frisa o autarca, que recorda que é na sua freguesia que estão instalados «equipamentos muito importantes», como o Hospital, a Zona Industrial, a Lota ou o Porto de Pesca, entre outros.


20-08-2006
Jot’ Alves


Com o turismo balnear e a população local a aumentarem de ano para ano, S. Pedro investe em novos equipamentos sociais para dar resposta à procura.

As praias de S. Pedro são cada vez mais procuradas. Em Julho, o presidente da junta, Carlos Simão, garanti que "este mês bateu todos os recordes de banhistas". E Agosto está a superar o mês anterior. Por um lado, a melhoria das acessibilidades também tem tornado as praias de freguesia mais apetecíveis, por um lado. Por outro lado, os investimentos aplicados no embelezamento urbanístico têm contribuído para o aumento do nível da qualidade de vida da freguesia.
Quem segue de Norte para Sul, depois de atravessar a Ponte Edgar Cardoso, que enlaça com a Ponte dos Arcos, depara-se com a primeira freguesia da margem sul. Que é a única freguesia urbana daquele lado do concelho. Neste lado do rio, são vários os motivos para se fazer uma paragem.
Além das praias, S. Pedro assume-se como uma ponte para a Ilha da Morraceira, onde o olhar se perde por entre salinas e explorações piscícolas, com vista para a outra margem. S. Pedro é, também, a porta de entrada do Mondego na foz. O Estuário, por seu lado, é palco de investigação científica e de pesca artesanal. E um "estúdio" de fotografia ao ar livre, com cenários que só a natureza pode fabricar.

Melhorar a qualidade de vida
Como freguesia urbana que é, S. Pedro tem vida para lá do Verão. De resto, a sua população tem aumentado de forma significativa, nos últimos oito anos, sobretudo por cauda de empreendimentos de habitação social. Atendendo à explosão demográfica, a junta e a câmara decidiram renovar as instalações das colectividades da freguesia.
Desta forma, S. Pedro, famosa terra de pescadores e de varinas, aumenta a sua capacidade de resposta em termos culturais e recreativos, já que vão ser construídos modernos espaços multiusos. Obviamente que estes serviços também estarão à disposição dos visitantes.
Entretanto, quem procura arte e cultura, basta atravessar a ponte: em S. Julião encontram-se o Centro de Artes e Espectáculos, o Casino, com programação diferente todos os dias, o museu e a biblioteca municipais, entre outros espaços de fruição cultural.

 

<Blogger Ricardo said ... (3:37 da tarde) : 

Uma coisa é o que se escreve nos jornais. As pessoas lêem e ficam ou não convencidas. Outra coisa é o que as pessoas vêem. Nesse campo continuo a achar que a Figueira teve menos pessoas que em anos anteriores.
A frase "o Verão que está prestes a findar foi o mais movimentado de que há memória" que foi hoje escrita no DC parece-me propaganda.

 

<Anonymous Anónimo said ... (5:22 da tarde) : 

E o cheiro a merda por toda a freguesia de S. Pedro?
Como é? Tb. faz parte do menu turistico que o sr. presidente simão oferece aos turistas?
Ou é só para consumo interno?
Como é possivel dar entrevistas e não focar este aspecto muito negativo que afecta o bem estar das pessoas. Pelo menos podia fingir estar preocupado e á procura de uma solução!

 

<Blogger JAM said ... (9:16 da tarde) : 

No tempo que cá esteve o Santana sim a Figueira teve enchentes recordes com a cidade sempre na tv em anuncios publicitários! Os espectaculos nocturnos, o fogo de artifício que acontecia regularmente, toda a animação com palhaços por todas as ruas do picadeiro... queirem mais? tenho saudades dessas noites! Essa notícia não passa de marketing falso porque na realidade o verão este ano foi tão bom ou inferior ainda ao do ano passado e isso reflectiu-se muito e eu dou exemplos: nas discotecas por exemplo em pleno agosto só encheram ao fim de semana, fora isso em dias de semana tinham metade da lotação e só a partir das 4h da manhã, acham normal?
Quanto à freguesia de São Pedro registou de facto um número de visitas recorde, muito pelo facto na minha opinião do melhoramento do acesso às praias, pelo maior número de parques de estacionamento e lembro os inúmeros que foram feitos desde o hospital até ao cabedelo. Tudo isto é positivo e atrai os turistas que conseguem estacionar com mais facilidade. Estamos por isso todos de parabéns!
Quero ainda dar uma opinião pessoal em relação ao estado do município. As pessoas gostam é de ver obra feita, o défice da autarquia que a oposição costuma falar para se defender as pessoas não vêem nem querem saber. É verdade que o Santana deixou a câmara com um "buraco" mas então e nas outras não é igual? na Madeira o Alberto João Jardim porquê que é um herói da ilha? porque faz bem ao povo, constrói e faz riqueza. Provavelmente se formos a ver as contas também há enormes dívidas mas isso pouco importa como já disse. Hoje em dia são as obras é que ganham eleições, quem prefere "apertar o cinto" não está lá mais que um mandato. Claramente que o presidente da câmara actual e a sua equipa está enfraquecida com o desaparecimento de um conjunto de eventos que davam força à Figueira e que eram o Mundialito, o Carnaval Eléctrico etc. A sorte deles é que a oposição não tema apresentado um candidato com capacidade e que mereça a confiança dos eleitores.

 

<Anonymous Gularmino said ... (10:31 da manhã) : 

O problema na Figueira é que para se merecer o voto da maior parte dos nossos eleitores não se pode ser honesto e sêrio. O Figueirense não vota na honestidade e competência, vota naqueles que lhe proporcionaram algum "favor" ou à familía, vizinhos e amigos. Não é só os políticos dos principais Partidos que não tem credibilidade na Figueira, a nossa população deixa imenso a desejar em termos do que é ser cidadão e exercer a cidadania...

 

<Blogger Ricardo said ... (4:13 da tarde) : 

Serão só os figueirenses a pensar assim?
Não será essa a maneira de pensar de todos (ou pelo menos a grande maioria) os portugueses?
Vivemos num país em que a corrupção e clientelismo é tanto que quem se quer "safar" tem de "roubar".
Quando se começa a trabalhar, há duas opções: Ou se Trabalha ou se Ganha Dinheiro. Salvo algumas (poucas) excepções, ninguem faz fortuna a trabalhar sem que haja "favores".
Politicos sérios e honestos é pura ficção cientifica. Todos os partidos ambicionam o poder para seu próprio proveito e não para proveito do povo, por muito bonitos que sejam os seus discursos. Quando fazem algo, vem a oposição dizer mal. Quando não fazem, vem tambem a oposição dizer mal. raramente há o consenso necessário para traçar um rumo e andar com os bons projectos para a frente. É um ciclo vicioso. Agora a câmara é PSD, mas quando voltar a ser PS há-de ser a mesma coisa, se calhar até com alguns dos actuais protagonistas (os chamados vira-casacas).

 

<Anonymous LFD said ... (7:14 da tarde) : 

Voces não sabem o Paraíso das Bananas que têm por ai.

Na minha honesta opinião, eu nunca vi as prais tão cheias como este verão..... e de praia percebo eu!

Agora o resto já é memoria, Querem melhar, toma lá e comecem a pensar de ideias para melhorar.

 

<Blogger Ricardo said ... (9:50 da tarde) : 

Sim Phil!!!
Lá de praia percebes tu!!!
Abraço