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domingo, agosto 02, 2009

Fim.

Este é o texto que escrevi na última edição do O Fala Barato, edição essa que lamentavelmente não chegou a sair.

"Esta é a última edição d’ O Fala Barato. A partir de hoje este jornal que “não presta, que é caro, que não diz nada da terra, que só fala é do G.D. Cova Gala…” acabou! A partir de hoje podem dormir descansados, que não incomoda mais ninguém.
Três anos depois, com muita luta, força e determinação, e perante todas as tentativas de derrubar e denegrir o nome do jornal… O Fala Barato RESISTIU E VENCEU! VENCEU porque nunca teve medo de caminhar sozinho. Porque nunca teve medo das vozes e dos ruídos que tentaram tirar a independência e a sua liberdade de expressão. Porque nem todos abandonaram o barco… e os que ficaram debateram-se de corpo e alma por aquilo que era o essencial – Não deixar o jornal morrer a meio do combate. Não dar essa vitória e consolo àqueles (ainda muitos) que o querem há muito. MISSÃO CUMPRIDA! O Fala Barato acaba com honra e dignidade, com trabalho feito na terra, promovendo o desporto, a cultura e o bem-estar.
Olho para trás e não sinto outra coisa senão satisfação. Porque o que fiz acho que o fiz bem, e assino por baixo dez vezes. Por isso saio bastante tranquilo, pela porta grande, contente e orgulhoso do que ajudei a construir. Fica a mágoa só de não termos conseguido ser um jornal maior e mais consistente. Mas isso exige condições para trabalhar. É preciso que todos nós sejamos mais unidos e solidários com as causas. E aqui há pouco disso, não só com O Fala Barato mas com tudo.
Não gosto de despedidas mas está na hora…" E quero ainda dizer obrigado a toda a gente que simpatiza comigo e me vinha dizer que gostava de ler o que escrevia. Eu não me esqueço nunca.

José António Manata

Comments on "Fim."

 

<Blogger belinha said ... (12:36 da tarde) : 

Olá José!
Eu tive alguns Fala Barato na mão,o meu pai trazia-os da Gala. Podiam ser muito melhores se houvesse dinheiro.Mas percebia-se claramente que havia ali muita dedicação e vontade de fazer algo contra todas as contrariedades.Não posso criticar o conteúdo pois não fui leitora assídua.Mas é natural que uma publicação nunca agrade a todos.Mas,caso agrade, isso nem sempre é o melhor dos sinais ou pelo menos sinal inequívoco de excelência.Acabou.É o problema do suporte em papel.Por muito que tudo tenha evoluido há sempre custos e o dinheiro não brota do chão.Mas porque não o faz online?Eu sei que não é a mesma coisa.Eu adoro publicações em papel.Mas a sua mensagem continuará a circular.E não é isso que é importante?Pode estruturar um Fala Barato online,com diversos colaboradores e secções,exactamente como se fosse um jornal.E um dia quem sabe se não volta a ser possível retornar ao papel mas de uma forma mas sustentada...

 

<Blogger JAM said ... (9:49 da tarde) : 

Belinha, obrigado pelo seu comentário em primeiro lugar.
Tudo tem um fim. O Fala barato já não existe, teve grandes momentos, outros nem tanto, mas acabou e isso não volta atrás. Não estou triste por isso. A crítica (construtiva)que fiz no texto foi que por cá sempre foi mais fácil dizer que está mal, do que dar fazer, mais fácil dizer que não presta, do que apoiar, e apoiar não era o jornal, não eramos nós. Era a terra, a nossa Grande Terra Cova-Gala. É esta mentalidade que tem de mudar, só isso.

 

<Blogger Olímpio said ... (2:04 da manhã) : 

Dentro das minhas possibilidades estive sempre com o Fala Barato,a malta sabia que tinha ali uma porta que não se fechava,mas fazer jornais é só por paixão e a Cova Gala merecia ter um jornal.Ainda disse á belinha para apoiar o projecto,mas sei que não é facil,face ao comercio em crise que não garante publicidade.O que fica a fazer história é o Jornal e não os que só dizem banalidades que já ninguem recorda.Obrigados pelo vosso exemplo de construir coisas bonitas